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Steampunk

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O que aconteceria se os computadores tivessem surgido na Inglaterra vitoriana? E robots? O que o mundo poderia ter se tornado? Parece que essas perguntas já povoaram a mente de muitas pessoas com ideias interessantes.

No livro The Difference Engine, de William Gibson e Bruce Sterling, o conceito é exatamente esse: o computador é criado a partir de peças mecânicas (e não eletrônicas) durante o século XIX na Inglaterra. Para alguns, este foi o marco zero da literatura Steampunk.

No inicio, o Steampunk era um gênero literário, uma espécie de ficção científica old fashioned, dominada por especulações tecnológicas e históricas, geralmente associado ao século XIX e a energia a vapor (em inglês, steam).

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Com influências do Cyberpunk e do gótico, o gênero se baseia principalmente em obras de autores como Jules Verne, H. G. Wells, Mary Shelley, geralmente seguindo algumas das premissas:

  • Uma época do passado, determinada ou não, em que tecnologias atuais foram obtidas de outras formas (por exemplo, um robot movido a vapor ou uma prótese mecânica plenamente funcional), criando uma história alternativa.
  • Um mundo de fantasia similar ao nosso, em que a tecnologia seguiu um caminho diferente daquele que estamos habituados e eventualmente com elementos fantásticos, em alguns casos uma forma de distopia.

O gênero acabou por influenciar outras artes e se tornou um imaginário complexo, com uma filosofia clara, com conceitos como a valorização da tecnologia e do domínio dela. Isso geralmente é representado pelos inventores / técnicos que são, em diversos aspectos, equivalentes aos hackers, tão celebrados pelo gênero Cyberpunk. O que pode ser entendido como uma oposição a ideia de indústria tecnológica e burocrática que domina o mundo atual, no qual o individuo é apenas um número e o conhecimento de ciências é desvalorizado. Semelhante de certa forma ao ideal punk do DIY (Do It Itself, Faça Você Mesmo), esse ideal reforça a importância do potencial humano.

Outra ideia latente no gênero é a durabilidade da tecnologia, que é artesanal, seguindo a linha contrária ao produto descartável industrializado.

Visto dessa forma, o Steampunk pode ser considerado uma reação “romântica”, idealista, saudosista, que traz de volta valores que foram abandonados durante o século XX.

Influências

O Steampunk influenciou áreas como a moda, os videogames e os quadrinhos, como A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen), de Alan Moore.

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É fácil perceber essa influência, mesmo que leve, até em vários filmes de Hollywood, como nos recentes City of Ember (adaptação do livro homônimo) e nas animações Wall-E e 9. No universo dos animes japoneses, a lista é enorme, incluindo: Steamboy, Full Metal Alchemist e Last Exile.

Referências

O livro “Python para Desenvolvedores” do Luiz Eduardo é um sucesso de público.  Em apenas quatro meses, foram dezenas de milhares de downloads e temos visto o livro sendo usado em muitos lugares relevantes.

Acredito que tal repercussão seja, obviamente, decorrente da alta qualidade do livro, mas também um excelente indicativo da aumento do uso que a linguagem Python vem experimentando.  Tendo isso em vista, aproveito para relatar alguns desses lugares onde o livro está sendo citado ou usado:

1 – Para começar a lista, tenho que contar minha enorme satisfação ao ver que o livro faz parte da bibliografia em um edital de concurso da USP:

http://www.usp.br/drh/novo/recsel/ifconc0512009.html

2 – Ainda na USP, é legal ver que o livro foi citado na bibliografia complementar de uma disciplina de POO nas linguagens Java e Python:

http://col.redealuno.usp.br/Modulos/Modulo0/27132/index.html

2 – E também na bibliografia de uma apresentação na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia:

http://www.uesb.br/professor/fabio/lp1/17-Classes.ppt

3 – Não tenho certeza, mas parece que o livro foi referenciado também na Universidade Estadual do Ceará:

http://www.ebah.com.br/uece-universidade-estadual-do-ceara-i174/arquivos.html

4  - O livro está sendo acessado até fora do Brasil, como mostram os links abaixo:

http://www.portugal-a-programar.org/forum/index.php?topic=33912.0

http://chuza.org/historia/libro-libre-sobre-python/

Bom, é isso. Good Job, LEdu!

Python Rocks.

A edição de Outubro de 2009 já está disponível, com o último artigo da série “Computação Gráfica e Software Livre”, de minha autoria :)

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