Muito interessante o post:
http://www.readwriteweb.com/archives/questions-about-privacy-wars.php
As perguntas que ele propõe são muito boas. Eu vou fazer uma tradução (meio resumida e não 100% fiel, literal) delas:
1 – Que padrões de privacidade devem ser estabelecidos nessa era dos dados?
2 – Como equilibrar os benefícios de manter os dados amplamente acessíveis com a necessidade de privacidade?
3 – Os usuários serão espertos o suficiente para manter controle dos seus próprios dados, decidir o que pode ser aberto ou não? Terão motivação para fazer isso?
4 – O desejo por privacidade é uma força conservadora que vai minar a inovação? Qual o nível de equilíbrio entre inovação e privacidade devemos escolher?
5 – Um nível menor de privacidade que o desejável pode se tornar inevitável?
6 – A centralização dos dados em uma única empresa (Google!) é uma ameaça inerente a privacidade?
7 – Qual o ponto de equilíbrio entre segurança nacional, internacional e privacidade?




Minhas respostas:
1 – Eu acho que essa questão é impossível de ser respondida (corretamente!) e provavelmente irrelevante pelas questões 3 e 5… Como medidas de contorno (não exatamente privacidade), acho adequado os padrões estabelecidos em nossa Constituição, como por exemplo o direito ao habeas data.
2 – Acho que o melhor método é o caos. A Google tem acesso a um monte de informações a meu respeito, a uma parte considerável do que escrevo. Mas uma parte está com o Yahoo. Uma outra está onde trabalho. Outra está em vários outros lugares. Tem muita informação redundante. Muita informação errada. Um monte de coisa desatualizada. Enquanto eu não tiver que responder pelo que está ali, isso é proé livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;blema deles.
3 – Não serão espertos o bastante. Não é arrogância, ninguém será nem vai ter paciência para isso. E isso bate com a questão 5. Quem vai viver sem nunca usar wireless, sem nunca usar webmail…
4 – Eu acho que seria saudável uma quarentena, um período determinado de forte restrição nas ações de empresas baseadas em armazenamento de dados públicos para avaliação. O problema é que tal ação teria que ser mundial e sequer conseguimos resolver o aquecimento global… Talvez já seja tarde demais.
5 – Eu acho que já vivemos isso. Por exemplo, nossa Constituição afirma:
é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
A Internet de hoje ignora completamente isso. Se um dia ela for diferente (e acredito que um dia será) então a privacidade acabou de vez.
6 – Não. Elas sobrevivem apesar do caos (veja o item 2) porque para o bem e para o mal, no fundo elas não se interessam por um indivíduo. Elas não estão interessadas em vocë. Estão interessadas em fazer um modelo estatisco para vender coisas. O ideal era os governos se preparem para impedir o dia que a tecnologia permita essas empresas fazerem mais que isso.
7 – Esse é o grande perigo. É nesse ponto que o problema deixa de ser o problema, pois não é um modelo, é a pessoa. Se a informação estiver errada, o justo paga pelo bandido.