(Outro) Concurso para a Splash Screen do Blender

Mais uma vez, a Splash Screen do Blender (2.59) será escolhida a partir de um concurso.

O anterior foi praticamente um fiasco, com várias pessoas questionando a qualidade do trabalho vencedor (e era muito questionável mesmo). Claro que sempre há aquele argumento que os parâmetros estéticos são relativos (ou seja, gosto não se discute), mas até tecnicamente o vencedor era um problema, pois não servia como show case dos recursos do programa.

Como brasileiro não aprende nunca, estou competindo de novo, apenas com um item dessa vez:

 

Livro “A Byte of Python” em Português

Aos poucos surge mais material sobre Python em português.  Neste caso, é a tradução do livro “A Byte of Python”, escrito por Swaroop C. H., atualizado para a versão 3.0.

A tradução está disponível em:

O original em inglês:

Parabéns aos envolvidos na iniciativa, que estão creditados neste link:

Que confusão é essa no BrOffice?

É o que eu me pergunto, com a profusão de notícias confusas que tem aparecido nas últimas semanas.

Resumindo um pouco, a confusão começou (para o público em geral) com a publicação de uma carta aberta de Claudio Filho. A partir daí, surgiram outros artigos demonstrando a insatisfação de membros da comunidade com a ONG BrOffice.

Aí começam os problemas:

  • O que a ONG está fazendo ali?
  • O que a ONG estava fazendo que iniciou essa confusão?
  • Como se livrar dela agora?
  • Por que usar o nome BrOffice se agora o software se chama LibreOffice?

Muitas dessas perguntas serão respondidas com o tempo, mas é inevitável construir algumas teorias da conspiração. A minha é que, a medida que o software se tornou mais conhecido no Brasil, começou a entrar mais dinheiro e a popular lei de Gerson falou mais alto.

Por questão de princípios, isso não deveria ocorrer envolvendo SL. Algumas pessoas podem achar que, como a GPL não versa diretamente sobre a questão monetária, então não tem nada demais querer bancar o capitalista selvagem com SL. Quem pensa dessa forma não entendeu que no fundo as “quatro liberdades do software” definidas na GPL, são na verdade do usuário. O ensinamento que fica subentendido da GPL é “trate o usuário com ética”. Tal ética se traduz em valores como transparência, que é muito maior do que a apresentada pelo software proprietário.

Um ponto que me chamou a atenção é que a direção da ONG não parece interessada em buscar um entendimento, ou pelo menos, esclarecimento em relação a suas atitudes em relação a comunidade. Mal sinal.

Torço para que a comunidade LibreOffice brasileira saia do impasse em questão e volte a concentrar em suas atividades (como a revista) nas quais eles tem sido um exemplo para o Software Livre no Brasil.

Links:

Nokia: uma história que se repete

A Nokia anunciou seu pacto com o demôn…, quer dizer, com a Microsoft, o que é (mais uma) facada do mundo corporativo no Software Livre. O pacto faz com que a Nokia abandone seus sistemas operacionais e as ferramentas de desenvolvimento, o que inclui o conhecido toolkit Qt, desenvolvido pela TrollTech, que foi adquirida pela Nokia a algum tempo atrás.

A Qt é usada por vários projetos (o mais relevante é provavelmente o KDE) e já causou muitas polêmicas no passado por questões de licenciamento.

O pacto em questão não é realmente uma ameaça – o Software Livre não precisa de corporações para existir (se precisasse, já teria morrido logo no inicio). É sempre possível fazer um fork da última versão e seguir outro caminho sem olhar para trás, como fez o LibreOffice, que é um fork que salva o OpenOffice das garras sinistras da Oracle. Já na primeira versão, a diferença no tempo de carga é impressionante.

Porém, essa é mais uma história que mostra que, ao contrário daqueles que pensam que é importante ter uma empresa grande bancando tudo (e eventualmente instaurando a burocracia habitual), o Software Livre não deve ficar atado a corporações, pois estas mudam de direcionamento, são compradas, vendidas e/ou fecham.

Em relação ao pacto em si, vejo uma grande falha estratégica: a Nokia perdeu um diferencial importante, e em troca recebeu um sistema que segue a filosofia oposta a deles.